sábado, 31 de outubro de 2009

Droga Boa

Droga boa já está aí.
Já muitos a experimentam.
Tem um poder sem igual.
O estado de consciência é alterado
num grau muito mais qualificado.

O prazer, a sensação de bem-estar,
nenhuma outra droga é capaz de
proporcionar.
Esta droga não se toma, não se injeta,
não se fuma, não se cheira.

Não está à venda, não precisa gastar um
um centavo para a comprar.
Não vicia, e quando o efeito passar o que
fica no ar é uma boa energia a fluir, a
alegria de existir.

Já há mestres a ensinar como este estado
de consciência alcançar.
Os mais experientes, eficientes são os Lamas
do Tibet, ali não se pratica fé.
Aprenderam a se elevar, a mais perto de Deus
chegar.

Vivenciam harmonia, entram em sintonia com
energias celestiais.
São o Abraão de agora, para eles não há
mistérios da fé, falam com Deus tal qual é.
E dele recebem sabedoria, praticam outra
alegria.

Lita Moniz (poesia publicada no site:www.usinadeletras.com.br)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A teoria heterodoxa ou... O verdadeiro ecumenismo.

Eu sempre acreditei que a vida e o sacrifício de Jesus Cristo (o filho de Deus) foram a amorosa graça que o Pai enviou para manifestar aos homens o Seu Pensamento. No entanto, apesar deste meu cristianismo confesso e consciente, como os achados arqueológicos nos revelam que os vestígios mais antigos do aparecimento do homem (ser pensante) neste planeta datam de aproximadamente hum milhão e novecentos mil anos, desde há muito uma dúvida ficou a martelar na minha cabeça:

Se ponderarmos que Jesus Cristo nasceu há apenas dois mil anos, será que o Pai ficou aproximadamente dois milhões de anos, ou 140 mil anos, se considerarmos apenas o surgimento do homem moderno, sem se revelar aos seus filhos? Deus teria se omitido e sonegado aos homens A Boa Nova, o conteúdo do Seu Pensamento, por esse longo período? Seria isso possível?

Com toda a certeza não. O tamanho da Misericórdia Divina não permitiria tal fato.

Desse modo, certamente o Pai se manifestou aos homens durante todo esse tempo. E como o próprio Mestre disse em João, 14:6: "Ninguém vem ao Pai senão por mim", acreditamos, com toda a nossa convicção, que Jesus Cristo encarnou e assumiu a condição humana várias vezes, nos mais diversos contextos culturais e sociais, com nomes diferentes, com aspectos físicos diferentes, porém, sendo sempre o mesmo Filho de Deus. O Poder de Deus é capaz de fazer acontecer o que para nós parece impossível.

Se lembrarmos ainda o fato de que há pouco mais de 500 anos o continente americano não tinha sido descoberto, e que aqui viviam milhões de pessoas (os índios), desde os Sioux e Apaches na América do Norte aos Astecas e Maias na América Central e os Incas na América do Sul, seria inconcebível que Deus não se manifestasse a essas inúmeras e formidáveis culturas criadas por Ele mesmo.

Nos demais continentes isso também deve ter ocorrido, porque o Deus de um só homem é o Deus de todos indiscutivelmente. Ele se manifestou sim, e da forma amorosa e misericordiosa que lhe é característica. Por isso, acreditamos que Cristo surgiu neste planeta muitas vezes nesses quase dois milhões de anos (ou 140.000 anos), como judeu, árabe, africano, indiano, europeu oriental e ocidental, americano, índio de todos os continentes, asiático, homem da Oceania etc. E essa maneira de pensar é coerente com a forma que enxergamos Deus: Poder Incomensurável e Misericórdia Infinita.

Aqui, vou transcrever uma parte de um diálogo entre Krishna (Divindade) e seu discípulo Arjuna, do livro sagrado Bhagavad Gita:

Fala Krishna: “Muitas vezes já nascemos, eu e tu: tu, ó vencedor, esqueceste os teus nascimentos; eu, porém, conheço todos os meus. Na minha divindade, sou sem nascimento nem morte, eterno e senhor de tudo que nasce e existe. Ao efêmero reflexo no espelho da Natureza imprimo o sigilo da minha Divindade, pela alta magia do meu espírito. Toda vez que a ordem morre e a desordem impera, torno a nascer em tempo oportuno – assim o exige a Lei. Para proteger o bem e destruir o mal, encarno no seio da humanidade, ensinando o caminho que leva à auto-realização.”

Na nossa visão ecumênica, acreditamos que Buda, Krishna, Lao Tsé, Maomé e Jesus foram, estão sendo e continuarão a ser a mesma manifestação direta (encarnação) de Deus.

Da mesma forma podemos estender esse raciocínio, pensando de uma maneira global, ao Universo. Analisando o seu tamanho e as distâncias enormes que separam suas galáxias, fatalmente somos obrigados a concluir que outras formas de seres pensantes existem e foram criadas pelo mesmo Deus.

A partir daí, podemos inferir como fizemos linhas antes em relação ao ser humano, que o Pai deve ter enviado seu filho único a todos os lugares desse imenso Universo onde existem seres pensantes e, como no caso do nosso planeta, provavelmente muitas vezes a cada lugar e em épocas diferentes, para dar a mesma oportunidade de evolução a todos os seus filhos.

É lógico que ao ler esses nossos argumentos, a maioria das pessoas deve achar muita pretensão nossa afirmarmos isso. No entanto, essa é apenas uma teoria criada a partir das nossas convicções espirituais.

Acreditamos que essa teoria não deve representar a realidade dos fatos, porque é impossível dentro da pequenez do raciocínio humano qualquer análise de uma matéria com mistérios tão insondáveis.

Entretanto, ela é coerente com a nossa maneira de pensar Deus e o Universo por Ele criado.

Observação: este texto faz parte do livro ‘A Busca Interior – O Sentido da Vida’, de Carlos Claudinei Talli, Pontes Editores, 2000.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Deus e a Ciência

O cientista é uma alma criança.
Não se livrou dos sonhos da
infância, deixou-se por eles
guiar e os fez aumentar.

As descobertas são resultado
desse sonho aumentado.
Também têm outro referencial.
A maioria vive em outra sintonia.

Não ligam para as aparências.
Parecem intuir o mundo das
Essências.

Quanto mais negam esse mundo
existir, mais se empenham em o
servir.

Exercem outro apostolado.
Cada laboratório é uma igreja a
cultuar a possibilidade de Deus
ajudar os filhos seus.

Dali vão sair fórmulas mil.
A fome vai acabar.
A ciência vai disso se encarregar.

A saúde física mental e emocional
vão receber um impulso sem igual.

A educação vai pela ciência se deixar
guiar.
Vai ser um outro despertar.

Deus convocou as Hostes Sagradas
Para iluminarem mais e mais estes seres
especiais.

Lita Moniz (poesia publicada no site:www.usinadeletras.com.br)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A humildade da sabedoria divina

Dia destes fui almoçar com um irmão num restaurante que amiúde costumamos freqüentar. E o nosso prato preferido é filé à parmegiana. Como nesse lugar sempre vem muita comida, geralmente pedimos apenas um filé individual para os dois, e, pra complementar, uma salada de folhas verdes. Nesse dia, comemos primeiro a salada e, quando o filé chegou, pedimos para que o garçom cortasse a carne em dois pedaços iguais. Antes que ele executasse o corte da carne, eu, brincando, lhe falei:

“Faça como o Rei Salomão”. Como eu notei que o garçom se assustou com essa minha colocação, eu, então, emendei: “Você sabe a história do Rei Salomão?”

O garçom ainda assustado disse que nunca tinha ouvido falar naquele nome. Então, rapidamente eu lhe contei a história das duas mulheres que se diziam a mãe verdadeira da mesma criança. Como naquele tempo não existia teste de DNA, as duas mulheres levaram a criança até o Rei Salomão para que ele resolvesse aquela pendenga. Como o garçom estava prestando atenção na história que eu estava lhe contando, nesse ponto resolvi complementar: “Se estivesse no lugar do Rei Salomão, o que você faria?”

Então, para a minha surpresa e também do meu irmão, o humilde garçom respondeu: “Nesse caso não tem jeito. Só cortando o bebê no meio”.

Aí, a surpresa se transformou em espanto. Eu e o meu irmão ficamos embasbacados. Como um humilde garçom, num átimo de segundo, pôde dar a mesma resposta que valeu ao Rei Salomão a honra de ser considerado por toda a humanidade, um dos homens mais sábios de todos os tempos?

É lógico que o Rei Salomão, ao dar como solução partir a criança ao meio, usou uma estratégia para forçar a mãe verdadeira a se identificar, o que na seqüência da história realmente ocorreu. E, provavelmente, o humilde garçom não intuiu na sua resposta uma percepção tão profunda.

Mas, na minha cabeça surgiu uma suspeita de que Deus usa exatamente as pessoas mais humildes para revelar toda a sua infinita sabedoria. E me parece que esse foi um desses casos em que a sabedoria divina se manifestou de uma forma bastante surpreendente... Parece que Ele gosta mesmo de se manifestar através das pessoas mais humildes...

Para quem tem olhos para ver, e ouvidos para ouvir, os sinais que Ele envia se tornam ocorrências corriqueiras no seu dia a dia. Chega a ser até engraçado...

Depois desse caso que chamou a minha atenção para a simplicidade da sabedoria divina, me ocorreu que Deus, apesar da complexidade das suas criações, que pode ser vista no número absurdamente grande de estrelas e de galáxias que compõem esse nosso maravilhoso Universo, e também no incrível milagre da vida humana, é um Ser extremamente simples.

Uma verdade que, de tão simples, se torna até comovente: um Ser simples que se mostra entre reis e poderosos, mas, também, e na maioria das vezes, através dos seus filhos mais humildes.

Carlos Claudinei Talli

domingo, 25 de outubro de 2009

Sumário

Introdução ................................................................13
Capítulo I - A relatividade da nossa dimensão ............................ 17
Capítulo II - No nível do absoluto ....................................... 25
Capítulo III - Das partículas gêmeas
à experiência de Grinberg-Zylberbaum ..................................... 29
Capítulo IV - O conceito de Massa Crítica ................................ 35
Capítulo V - A natureza, o Universo e as provas
científicas da existência de Deus ........................................ 39
Capítulo VI - Outros exemplos da ação do bem
na não localidade quântica ............................................... 45
Capítulo VII - O misterioso fenômeno
da consciência humana .................................................... 51
Capítulo VIII - As muitas vidas simultâneas .............................. 57
Capítulo IX - Um absurdo atual, ‘coincidências’
e uma solução ............................................................ 61
Capítulo X - O Inferno tradicional, o karma
e a física moderna ....................................................... 69
Capítulo XI - A Dualidade alma-corpo ..................................... 73
Capítulo XII - “A conjunção dos opostos”
ou “O caminho do meio” ................................................... 79
Capítulo XIII - Pensamentos e opiniões
incompatíveis com este trabalho .......................................... 83
Epílogo ...................................................................87
Referências Bibliográficas ............................................... 95

sábado, 24 de outubro de 2009