segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A Bíblia é a Palavra que Salva...
A Bíblia é a Palavra reveleda por Deus às pessoas através do Espírito Santo... Então, leia a Bíblia e conheça um pouco mais sobre os planos de Deus para a sua vida!
"Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios ficam cheios de problemas." (Provérbios 12:21)
ARQUIVO DO BLOG
A Bíblia é a Palavra reveleda por Deus às pessoas através do Espírito Santo... Então, leia a Bíblia e conheça um pouco mais sobre os planos de Deus para a sua vida!
"Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios ficam cheios de problemas." (Provérbios 12:21)
ARQUIVO DO BLOG
Lc 18,35-43
Jesus já estava chegando perto da cidade de Jericó. Acontece que um cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola. Quando ouviu a multidão passando, ele perguntou o que era aquilo.
- É Jesus de Nazaré que está passando! - responderam.
Aí o cego começou a gritar:
- Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim!
As pessoas que iam na frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais:
- Filho de Davi, tenha pena de mim!
Jesus parou e mandou que trouxessem o cego. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou:
- O que é que você quer que eu faça?
- Senhor, eu quero ver de novo! - respondeu ele.
Então Jesus disse:
- Veja! Você está curado porque teve fé.
No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus. E todos os que viram isso começaram a louvar a Deus.
Jesus já estava chegando perto da cidade de Jericó. Acontece que um cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola. Quando ouviu a multidão passando, ele perguntou o que era aquilo.
- É Jesus de Nazaré que está passando! - responderam.
Aí o cego começou a gritar:
- Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim!
As pessoas que iam na frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais:
- Filho de Davi, tenha pena de mim!
Jesus parou e mandou que trouxessem o cego. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou:
- O que é que você quer que eu faça?
- Senhor, eu quero ver de novo! - respondeu ele.
Então Jesus disse:
- Veja! Você está curado porque teve fé.
No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus. E todos os que viram isso começaram a louvar a Deus.
13.11.09 - MUNDO
C. G. Jung e o mundo espiritual
Leonardo Boff *
Coordenei junto à Editora Vozes a tradução da obra completa do psicanalista C. G. Jung (18 tomos), o que o tornou um dos meus principais interlocutores intelectuais. Poucos estudiosos da alma humana deram mais importância à espiritualidade do que ele. Via na espiritualidade uma exigência fundamental e arquetípica da psiqué na escalada rumo à plena individuação. A imago Dei ou o arquétipo Deus ocupa o centro do Self: aquela Energia poderosa que atrai a si todos os arquétipos e os ordena ao seu redor como o sol o faz com os planetas. Sem a integração deste arquétipo axial, o ser humano fica manco e míope e com uma incompletude abissal. Por isso escreveu:
"Entre todos os meus clientes na segunda metade da vida, isto é, com mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão da sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por terem perdido aquilo que uma religião viva sempre deu, em todos os tempos, a seus seguidores. E nenhum curou-se realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria. Isto está claro. Não depende absolutamente de uma adesão a um credo particular, nem de tornar-se membro de uma igreja, mas da necessidade de integrar a dimensão espiritual".
A função principal da religião, melhor, da espiritualidade é nos religar a todas as coisas e à Fonte donde promana todo o ser, Deus. Esse é o propósito básico de seu grandioso livro Mysterium Coniunctionis (Mistério da Conjunção) que Jung considerava seu opus magnum. Pois nele se trata de realizar a coniuntio, traduzindo, a conjunção do ser humano integral com o mundus unus, o mundo unificado, o mundo do primeiro dia criação quando tudo era um e não havia ainda nenhuma divisão e diferenciação.
Era a situação plenamente urobórica do ser. Esclarecendo: uroboros era a serpente primigênia, enrolada sobre si mesma e engolindo a própria extremidade, arquétipo que representa a unidade originaria antes das diferenciações entre masculino e feminino, corpo e espírito, Deus e mundo. Essa fusão é o anseio mais secreto e radical do ser humano e o permanente chamado do Self.
Espiritualidade significa vivenciar esta situação na medida em que é permanentemente buscada, mesmo que não se deixe apreender e se desloque sempre um passo a frente. O drama do ser humano atual é ter perdido a espiritualidade e sua capacidade de viver um sentimento de conexão. O que se opõe à religião ou à espiritualidade não é a irreligião ou o ateísmo, mas a incapacidade de ligar-se e religar-se com todas as coisas. Hoje as pessoas estão desconectadas da Terra, da anima (da dimensão do sentimento profundo) e por isso sem espiritualidade.
Para C. G. Jung o grande problema atual é de natureza psicológica. Não da psicologia entendida como disciplina ou apenas como uma dimensão da psiqué. Mas psicologia no sentido abrangente dado por ele como a totalidade da vida e do universo enquanto percebidos e referidos ao ser humano seja pelo consciente seja pelo inconsciente pessoal e coletivo. É neste sentido que escreveu:
"É minha convicção mais profunda de que, a partir de agora, até a um futuro indeterminado, o verdadeiro problema é de ordem psicológica. A alma é o pai e a mãe de todas as dificuldades não resolvidas que lançamos ao céu."
A Terra está doente porque nós estamos doentes. Na medida em que nos transformamos, transformaremos também a Terra. Jung buscou esta transformação até a sua morte. Ela é um dos poucos caminhos que nos pode levar para fora da atual crise e que inaugura um novo ensaio civilizatório, assim como o imaginava Jung, mais integrado com o todo, mais individualizado e mais espiritual.
C. G. Jung se mostra um mestre e um guia que nos traça um mapa apto a nos orientar nestes momentos dramáticos em que vive a humanidade. Como acreditava profundamente no Transcendente e no mudo espiritual, será seguramente o capital espiritual, agora colocado no centro de nossas buscas, que nos permitirá viver com sentido a fase nova da Terra e da Humanidade, a fase planetária e espiritual.
[Autor de O destino do homem e do mundo, Vozes 2007].
* Teólogo, filósofo e escritor (publicado pela revista Arautos do Evangelho, nº 95, novembro/2009).
C. G. Jung e o mundo espiritual
Leonardo Boff *
Coordenei junto à Editora Vozes a tradução da obra completa do psicanalista C. G. Jung (18 tomos), o que o tornou um dos meus principais interlocutores intelectuais. Poucos estudiosos da alma humana deram mais importância à espiritualidade do que ele. Via na espiritualidade uma exigência fundamental e arquetípica da psiqué na escalada rumo à plena individuação. A imago Dei ou o arquétipo Deus ocupa o centro do Self: aquela Energia poderosa que atrai a si todos os arquétipos e os ordena ao seu redor como o sol o faz com os planetas. Sem a integração deste arquétipo axial, o ser humano fica manco e míope e com uma incompletude abissal. Por isso escreveu:
"Entre todos os meus clientes na segunda metade da vida, isto é, com mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão da sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por terem perdido aquilo que uma religião viva sempre deu, em todos os tempos, a seus seguidores. E nenhum curou-se realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria. Isto está claro. Não depende absolutamente de uma adesão a um credo particular, nem de tornar-se membro de uma igreja, mas da necessidade de integrar a dimensão espiritual".
A função principal da religião, melhor, da espiritualidade é nos religar a todas as coisas e à Fonte donde promana todo o ser, Deus. Esse é o propósito básico de seu grandioso livro Mysterium Coniunctionis (Mistério da Conjunção) que Jung considerava seu opus magnum. Pois nele se trata de realizar a coniuntio, traduzindo, a conjunção do ser humano integral com o mundus unus, o mundo unificado, o mundo do primeiro dia criação quando tudo era um e não havia ainda nenhuma divisão e diferenciação.
Era a situação plenamente urobórica do ser. Esclarecendo: uroboros era a serpente primigênia, enrolada sobre si mesma e engolindo a própria extremidade, arquétipo que representa a unidade originaria antes das diferenciações entre masculino e feminino, corpo e espírito, Deus e mundo. Essa fusão é o anseio mais secreto e radical do ser humano e o permanente chamado do Self.
Espiritualidade significa vivenciar esta situação na medida em que é permanentemente buscada, mesmo que não se deixe apreender e se desloque sempre um passo a frente. O drama do ser humano atual é ter perdido a espiritualidade e sua capacidade de viver um sentimento de conexão. O que se opõe à religião ou à espiritualidade não é a irreligião ou o ateísmo, mas a incapacidade de ligar-se e religar-se com todas as coisas. Hoje as pessoas estão desconectadas da Terra, da anima (da dimensão do sentimento profundo) e por isso sem espiritualidade.
Para C. G. Jung o grande problema atual é de natureza psicológica. Não da psicologia entendida como disciplina ou apenas como uma dimensão da psiqué. Mas psicologia no sentido abrangente dado por ele como a totalidade da vida e do universo enquanto percebidos e referidos ao ser humano seja pelo consciente seja pelo inconsciente pessoal e coletivo. É neste sentido que escreveu:
"É minha convicção mais profunda de que, a partir de agora, até a um futuro indeterminado, o verdadeiro problema é de ordem psicológica. A alma é o pai e a mãe de todas as dificuldades não resolvidas que lançamos ao céu."
A Terra está doente porque nós estamos doentes. Na medida em que nos transformamos, transformaremos também a Terra. Jung buscou esta transformação até a sua morte. Ela é um dos poucos caminhos que nos pode levar para fora da atual crise e que inaugura um novo ensaio civilizatório, assim como o imaginava Jung, mais integrado com o todo, mais individualizado e mais espiritual.
C. G. Jung se mostra um mestre e um guia que nos traça um mapa apto a nos orientar nestes momentos dramáticos em que vive a humanidade. Como acreditava profundamente no Transcendente e no mudo espiritual, será seguramente o capital espiritual, agora colocado no centro de nossas buscas, que nos permitirá viver com sentido a fase nova da Terra e da Humanidade, a fase planetária e espiritual.
[Autor de O destino do homem e do mundo, Vozes 2007].
* Teólogo, filósofo e escritor (publicado pela revista Arautos do Evangelho, nº 95, novembro/2009).
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Só leia se tiver tempo para Deus!
Recebi hoje esse E-mail da minha filha Luciana, e me obriguei a dividir com todos que acessam este blog:
Se vocês tiverem um pouquinho de paciência... Vamos a ele:
Apesar de eu não gostar desses emails que dizem que temos que enviar para 10/15... pessoas e apesar desse E-mail dizer algumas coisas que não concordo, traz a mensagem boa que diz que o mundo se esqueceu de Deus e que só lembramos Dele no domingo ou sábado por 1 h, quando rezamos na missa ou em outro lugar.
Bjs,
Lú
LEIA SOMENTE SE VOCÊ TIVER TEMPO PARA DEUS:
DEIXA EU TE PEDIR UMA COISA
TENHA CERTEZA, QUE VOCÊ IRÁ LER ATÉ O FIM, EU QUASE DELETEI ESSA MENSAGEM, E FUI ABENÇOADO QUANDO EU TERMINEI DE LER.
DEUS! QUANDO EU RECEBI ESSE E MAIL PENSEI COMIGO:
NÃO TENHO TEMPO PRA ISSO, E LER E -MAIL DURANTE O TRABALHO NÃO É ACONSELHÁVEL.
ENTÃO EU PERCEBI QUE ESSE TIPO DE PENSAMENTO É EXATAMENTE O QUE TEM CAUSADO UMA PORÇÃO DE PROBLEMAS NO MUNDO EM QUE VIVEMOS.
NOS RESUMIMOS EM ENCONTRAR DEUS SOMENTE NAS IGREJAS AOS DOMINGOS DE MANHÃ, TALVEZ NOS DOMINGOS À NOITE...NOS OCUPANDO COM NOSSAS OBRIGAÇÕES DURANTE A SEMANA TODA.
LEMBRAMOS D'ELE SOMENTE QUANDO ESTAMOS DOENTES E CLARO, EM VELÓRIOS , QUANDO PERDEMOS ENTES QUERIDOS.
PORÉM, NÃO TEMOS TEMPO PRA ELE DURANTE O TRABALHO, NOSSO LAZER ETC...
NÃO IMPORTA EM QUE LUGAR DO MUNDO, SIMPLESMENTE , ACHAMOS QUE PODEMOS NOS VIRAR SOZINHO.
QUE DEUS NOS PERDOE POR ESSES PENSAMENTOS.
NÃO EXISTE TEMPO OU LUGAR EM QUE ELE NÃO POSSA ESTAR CONOSCO.
DEVERÍAMOS SEMPRE PARAR E PENSAR EM TUDO QUE ELE FEZ E TEM FEITO POR NÓS.
SE VOCÊ NÃO ESTIVER ENVERGONHADO CONTINUE LENDO ABAIXO.
POR FAVOR, SIGA AS INSTRUÇÕES.
JESUS DISSE: SE SENTIRES VERGONHA DE MIM EU TAMBÉM SENTIREI VERGONHA DE VOCÊ QUANDO ESTIVERMOS NA FRENTE DE MEU 'PAI'.
ESTÁ COM VERGONHA?
CONTINUE APENAS SE VOCÊ O AMA..
SIM EU AMO MEU DEUS.
ELE É A RAZÃO DA MINHA EXISTÊNCIA E MEU SALVADOR.
ELE ME MANTÉM VIVO A CADA DIA, SEM ELE EU NÃO SERIA NADA, MAS COM ELE ME SINTO FORTE...
ISTO É APENAS UM SIMPLES TESTE.
SE VOCÊ AMA À DEUS E NÃO SENTE VERGONHA DELE, NEM DE TODAS AS COISAS MARAVILHOSAS QUE ELE TEM
FEITO POR VOCÊ ENVIE ESSA MENSAGEM PRA DEZ PESSOAS E PRA PESSOA QUE TE ENVIOU.
AINDA TEM TEMPO PRA CONTINUAR LENDO?
ESTEJA CERTO QUE IRÁ LER ATÉ O FINAL.
FÁCIL X DIFÍCIL
POR QUÊ É TÃO DIFÍCIL DIZER A VERDADE E TÃO FÁCIL CONTAR UMA MENTIRA?
POR QUÊ SENTIMOS TANTO SONO NA IGREJA DURANTE O SERMÃO MAS ACORDAMOS RAPIDINHO QUANDO ESTA
QUASE TERMINANDO O CULTO, A MISSA ETC....?
POR QUÊ É TÃO FÁCIL APAGAR UM E -MAIL SOBRE A PALAVRA DE DEUS E TÃO FÁCIL REPASSAR E- MAILS OBSCENOS?
DE TODOS OS PRESENTES QUE RECEBEMOS DE GRAÇA, A ORAÇÃO É O MAIS IMPORTANTE.
NÃO CUSTA NADA, MAS TRAZ MARAVILHOSAS RECOMPENSAS.
NÃO É ENGRAÇADO COMO AS PESSOAS RECUSAM À DEUS E DEPOIS SE PERGUNTAM PORQUE O MUNDO PARECE O INFERNO?
NÃO É ENGRAÇADO COMO AS PESSOAS DIZEM : SIM EU CREIO EM DEUS, MAS AINDA CONTINUAM ADORANDO SATANÁS, QUE A PROPÓSITO, TAMBÉM ACREDITA EM DEUS.
NÃO É ENGRAÇADO COMO VOCÊ ENVIA MILHARES DE PIADAS E ELAS SE ESPALHAM COMO UM INCÊNDIO NUMA FLORESTA, MAS QUANDO VOCÊ OU ALGUÉM COMEÇA LER UM E MAIL E PERCEBE QUE É SOBRE DEUS PENSA MIL VEZES ANTES DE DIVIDI-LO COM OS AMIGOS DA SUA LISTA?
NÃO É ENGRAÇADO QUE QUANDO VOCÊ TERMINAR DE LER ESSA MENSAGEM, VOCÊ NÃO IRÁ MANDAR PARA TODOS SEUS AMIGOS, PORQUE NÃO TEM CERTEZA SE ELES ACREDITAM EM DEUS OU NÃO , OU PORQUE SENTIRA ENVERGONHADO QUE ELES VÃO PENSAR SOBRE VOCÊ, POR MANDAR UMA MENSAGEM SOBRE DEUS?
NÃO É ENGRAÇADO QUE EU ESTOU MAIS PREOCUPADO NO QUE AS PESSOAS IRÃO PENSAR DE MIM, DO QUE SOBRE O QUE DEUS IRÁ PENSAR DE MIM?
PEÇO A DEUS QUE TODOS AQUELES QUE RECEBAM ESSA MENSAGEM, ENVIEM PARA TODOS SEUS AMIGOS E QUE ELES SEJAM INFINITAMENTE ABENÇOADOS POR DEUS...AMÉM.
Jesus os abençoe!
Se vocês tiverem um pouquinho de paciência... Vamos a ele:
Apesar de eu não gostar desses emails que dizem que temos que enviar para 10/15... pessoas e apesar desse E-mail dizer algumas coisas que não concordo, traz a mensagem boa que diz que o mundo se esqueceu de Deus e que só lembramos Dele no domingo ou sábado por 1 h, quando rezamos na missa ou em outro lugar.
Bjs,
Lú
LEIA SOMENTE SE VOCÊ TIVER TEMPO PARA DEUS:
DEIXA EU TE PEDIR UMA COISA
TENHA CERTEZA, QUE VOCÊ IRÁ LER ATÉ O FIM, EU QUASE DELETEI ESSA MENSAGEM, E FUI ABENÇOADO QUANDO EU TERMINEI DE LER.
DEUS! QUANDO EU RECEBI ESSE E MAIL PENSEI COMIGO:
NÃO TENHO TEMPO PRA ISSO, E LER E -MAIL DURANTE O TRABALHO NÃO É ACONSELHÁVEL.
ENTÃO EU PERCEBI QUE ESSE TIPO DE PENSAMENTO É EXATAMENTE O QUE TEM CAUSADO UMA PORÇÃO DE PROBLEMAS NO MUNDO EM QUE VIVEMOS.
NOS RESUMIMOS EM ENCONTRAR DEUS SOMENTE NAS IGREJAS AOS DOMINGOS DE MANHÃ, TALVEZ NOS DOMINGOS À NOITE...NOS OCUPANDO COM NOSSAS OBRIGAÇÕES DURANTE A SEMANA TODA.
LEMBRAMOS D'ELE SOMENTE QUANDO ESTAMOS DOENTES E CLARO, EM VELÓRIOS , QUANDO PERDEMOS ENTES QUERIDOS.
PORÉM, NÃO TEMOS TEMPO PRA ELE DURANTE O TRABALHO, NOSSO LAZER ETC...
NÃO IMPORTA EM QUE LUGAR DO MUNDO, SIMPLESMENTE , ACHAMOS QUE PODEMOS NOS VIRAR SOZINHO.
QUE DEUS NOS PERDOE POR ESSES PENSAMENTOS.
NÃO EXISTE TEMPO OU LUGAR EM QUE ELE NÃO POSSA ESTAR CONOSCO.
DEVERÍAMOS SEMPRE PARAR E PENSAR EM TUDO QUE ELE FEZ E TEM FEITO POR NÓS.
SE VOCÊ NÃO ESTIVER ENVERGONHADO CONTINUE LENDO ABAIXO.
POR FAVOR, SIGA AS INSTRUÇÕES.
JESUS DISSE: SE SENTIRES VERGONHA DE MIM EU TAMBÉM SENTIREI VERGONHA DE VOCÊ QUANDO ESTIVERMOS NA FRENTE DE MEU 'PAI'.
ESTÁ COM VERGONHA?
CONTINUE APENAS SE VOCÊ O AMA..
SIM EU AMO MEU DEUS.
ELE É A RAZÃO DA MINHA EXISTÊNCIA E MEU SALVADOR.
ELE ME MANTÉM VIVO A CADA DIA, SEM ELE EU NÃO SERIA NADA, MAS COM ELE ME SINTO FORTE...
ISTO É APENAS UM SIMPLES TESTE.
SE VOCÊ AMA À DEUS E NÃO SENTE VERGONHA DELE, NEM DE TODAS AS COISAS MARAVILHOSAS QUE ELE TEM
FEITO POR VOCÊ ENVIE ESSA MENSAGEM PRA DEZ PESSOAS E PRA PESSOA QUE TE ENVIOU.
AINDA TEM TEMPO PRA CONTINUAR LENDO?
ESTEJA CERTO QUE IRÁ LER ATÉ O FINAL.
FÁCIL X DIFÍCIL
POR QUÊ É TÃO DIFÍCIL DIZER A VERDADE E TÃO FÁCIL CONTAR UMA MENTIRA?
POR QUÊ SENTIMOS TANTO SONO NA IGREJA DURANTE O SERMÃO MAS ACORDAMOS RAPIDINHO QUANDO ESTA
QUASE TERMINANDO O CULTO, A MISSA ETC....?
POR QUÊ É TÃO FÁCIL APAGAR UM E -MAIL SOBRE A PALAVRA DE DEUS E TÃO FÁCIL REPASSAR E- MAILS OBSCENOS?
DE TODOS OS PRESENTES QUE RECEBEMOS DE GRAÇA, A ORAÇÃO É O MAIS IMPORTANTE.
NÃO CUSTA NADA, MAS TRAZ MARAVILHOSAS RECOMPENSAS.
NÃO É ENGRAÇADO COMO AS PESSOAS RECUSAM À DEUS E DEPOIS SE PERGUNTAM PORQUE O MUNDO PARECE O INFERNO?
NÃO É ENGRAÇADO COMO AS PESSOAS DIZEM : SIM EU CREIO EM DEUS, MAS AINDA CONTINUAM ADORANDO SATANÁS, QUE A PROPÓSITO, TAMBÉM ACREDITA EM DEUS.
NÃO É ENGRAÇADO COMO VOCÊ ENVIA MILHARES DE PIADAS E ELAS SE ESPALHAM COMO UM INCÊNDIO NUMA FLORESTA, MAS QUANDO VOCÊ OU ALGUÉM COMEÇA LER UM E MAIL E PERCEBE QUE É SOBRE DEUS PENSA MIL VEZES ANTES DE DIVIDI-LO COM OS AMIGOS DA SUA LISTA?
NÃO É ENGRAÇADO QUE QUANDO VOCÊ TERMINAR DE LER ESSA MENSAGEM, VOCÊ NÃO IRÁ MANDAR PARA TODOS SEUS AMIGOS, PORQUE NÃO TEM CERTEZA SE ELES ACREDITAM EM DEUS OU NÃO , OU PORQUE SENTIRA ENVERGONHADO QUE ELES VÃO PENSAR SOBRE VOCÊ, POR MANDAR UMA MENSAGEM SOBRE DEUS?
NÃO É ENGRAÇADO QUE EU ESTOU MAIS PREOCUPADO NO QUE AS PESSOAS IRÃO PENSAR DE MIM, DO QUE SOBRE O QUE DEUS IRÁ PENSAR DE MIM?
PEÇO A DEUS QUE TODOS AQUELES QUE RECEBAM ESSA MENSAGEM, ENVIEM PARA TODOS SEUS AMIGOS E QUE ELES SEJAM INFINITAMENTE ABENÇOADOS POR DEUS...AMÉM.
Jesus os abençoe!
"Adeus Paris!"
Este artigo foi escrito há alguns meses, antes do Ronaldinho Gaúcho se transferir para o Milan.
Com o título ‘Adeus Paris’, o meu querido amigo Pedro de Freitas, com o seu jeito contundente de sempre, escreveu no seu blogger ‘Boleiros e Artes’, sobre o fato de alguns brasileiros terem sido deportados pelo governo espanhol na semana passada:
‘O caso dos Brasileiros barrados na Espanha não é surpreendente. A Europa Ocidental está sendo assediada aos quatro cantos por bárbaros e está se fechando e repudiando essa gente. Basta ler os jornais para saber disso. A União Européia não quer saber de estrangeiros pobres e daqui pra frente, a coisa vai piorar. Os Europeus Ocidentais querem turistas americanos ou japoneses, e definitivamente não querem os habitantes do inferno por lá. Quem quiser viajar, que vá para o Leste Europeu, pois lá a população viveu por décadas sob o cacete de ditadores comunistas sanguinários e estão acostumados com a sujeira, a corrupção e todo esse lixo tão comum por aqui. Esqueçam Paris, Barcelona, Berlim e Londres. Vão para Bucarest, Kiev, Cazaquistão, Vietnã, Laos e Camboja. Ok?’.
Como não poderia deixar de acontecer, essas colocações geraram uma polêmica com o nosso também querido amigo Marcio Mello, que, no mesmo blogger, estabeleceu com o Pedro o seguinte diálogo:
Marcio Mello: “Caro Pedro, perguntar não ofende. Não é para tais lugares que vão os melhores jogadores brasileiros? ‘O Inferno são os outros’.”
Pedro: “Valeu pelo trocadilho existencialista, mas esses jogadores lá são como artistas de circo, e são tratados como tal. Depois, vem o descarte e são enxotados para o mercado asiático, e finalmente terminam nas divisões inferiores do Brasil, principalmente do Norte e Nordeste”.
Marcio Mello: “Caro Pedro, concordo em parte, mas os deportados também são tratados como artistas de circo, na ala dos palhaços. E as escravas sexuais, contrabandeadas vergonhosamente, porque são toleradas? Não sou contra o seu comentário, estou apenas querendo ampliar o assunto. Abraços”.
É, caro leitor, o assunto é mesmo muito polêmico. No entanto, também esclarecedor. E pensar que aproximadamente 800 jogadores brasileiros são vendidos para o exterior, a cada ano. Mesmo entre os que obtêm sucesso no concorrido mercado europeu, nos momentos de baixa produção, comumente são execrados pelas respectivas torcidas. Nenhum torcedor europeu tem a mesma paciência que normalmente demonstra com os jogadores nativos. É só lembrar o que aconteceu com o Roberto Carlos há 3 ou 4 anos no Real Madri, no tempo dos galácticos. Mesmo tendo conquistado todos os títulos possíveis e imagináveis, num momento de baixo astral de toda a equipe, foi o único jogador que quase foi linchado pelos torcedores merengues. Praticamente a mesma coisa está acontecendo com o Ronaldinho Gaúcho, há mais de um ano, no Barcelona. Todos os torcedores catalães, que há muito pouco tempo babavam com os seus lances geniais, estão querendo vê-lo pelas costas. Imaginem o que deve acontecer com os menos famosos!
Depois do exposto acima, acho que o meu querido amigo Pedro de Freitas, apesar da sua contundência, está coberto de razão. Essa situação dos nossos compatriotas expulsos da Espanha, e também dos nossos jogadores que atuam por lá, mostra apenas mais um dos efeitos colaterais negativos gerados pela malfadada Globalização. Para os ‘desenvolvidos’, nós, e todas as pessoas nascidas em paises do 3º Mundo, somos apenas ‘buchas de canhão’. Objetos que são usados e, depois, descartados, quando já não se mostram mais úteis.
E viva a Globalização da economia, e da... falta de respeito!
Carlos Claudinei Talli
Com o título ‘Adeus Paris’, o meu querido amigo Pedro de Freitas, com o seu jeito contundente de sempre, escreveu no seu blogger ‘Boleiros e Artes’, sobre o fato de alguns brasileiros terem sido deportados pelo governo espanhol na semana passada:
‘O caso dos Brasileiros barrados na Espanha não é surpreendente. A Europa Ocidental está sendo assediada aos quatro cantos por bárbaros e está se fechando e repudiando essa gente. Basta ler os jornais para saber disso. A União Européia não quer saber de estrangeiros pobres e daqui pra frente, a coisa vai piorar. Os Europeus Ocidentais querem turistas americanos ou japoneses, e definitivamente não querem os habitantes do inferno por lá. Quem quiser viajar, que vá para o Leste Europeu, pois lá a população viveu por décadas sob o cacete de ditadores comunistas sanguinários e estão acostumados com a sujeira, a corrupção e todo esse lixo tão comum por aqui. Esqueçam Paris, Barcelona, Berlim e Londres. Vão para Bucarest, Kiev, Cazaquistão, Vietnã, Laos e Camboja. Ok?’.
Como não poderia deixar de acontecer, essas colocações geraram uma polêmica com o nosso também querido amigo Marcio Mello, que, no mesmo blogger, estabeleceu com o Pedro o seguinte diálogo:
Marcio Mello: “Caro Pedro, perguntar não ofende. Não é para tais lugares que vão os melhores jogadores brasileiros? ‘O Inferno são os outros’.”
Pedro: “Valeu pelo trocadilho existencialista, mas esses jogadores lá são como artistas de circo, e são tratados como tal. Depois, vem o descarte e são enxotados para o mercado asiático, e finalmente terminam nas divisões inferiores do Brasil, principalmente do Norte e Nordeste”.
Marcio Mello: “Caro Pedro, concordo em parte, mas os deportados também são tratados como artistas de circo, na ala dos palhaços. E as escravas sexuais, contrabandeadas vergonhosamente, porque são toleradas? Não sou contra o seu comentário, estou apenas querendo ampliar o assunto. Abraços”.
É, caro leitor, o assunto é mesmo muito polêmico. No entanto, também esclarecedor. E pensar que aproximadamente 800 jogadores brasileiros são vendidos para o exterior, a cada ano. Mesmo entre os que obtêm sucesso no concorrido mercado europeu, nos momentos de baixa produção, comumente são execrados pelas respectivas torcidas. Nenhum torcedor europeu tem a mesma paciência que normalmente demonstra com os jogadores nativos. É só lembrar o que aconteceu com o Roberto Carlos há 3 ou 4 anos no Real Madri, no tempo dos galácticos. Mesmo tendo conquistado todos os títulos possíveis e imagináveis, num momento de baixo astral de toda a equipe, foi o único jogador que quase foi linchado pelos torcedores merengues. Praticamente a mesma coisa está acontecendo com o Ronaldinho Gaúcho, há mais de um ano, no Barcelona. Todos os torcedores catalães, que há muito pouco tempo babavam com os seus lances geniais, estão querendo vê-lo pelas costas. Imaginem o que deve acontecer com os menos famosos!
Depois do exposto acima, acho que o meu querido amigo Pedro de Freitas, apesar da sua contundência, está coberto de razão. Essa situação dos nossos compatriotas expulsos da Espanha, e também dos nossos jogadores que atuam por lá, mostra apenas mais um dos efeitos colaterais negativos gerados pela malfadada Globalização. Para os ‘desenvolvidos’, nós, e todas as pessoas nascidas em paises do 3º Mundo, somos apenas ‘buchas de canhão’. Objetos que são usados e, depois, descartados, quando já não se mostram mais úteis.
E viva a Globalização da economia, e da... falta de respeito!
Carlos Claudinei Talli
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Quem é Rubens Barrichelo!!
12 de novembro de 2009
Fernando Souza
Rubens Barrichelo espera ter com o alemão Nicolas Hülkenberg, campeão da GP2 em 2009 e futuro companheiro de Williams no ano que vem um ótimo relacionamento. Na verdade, o que ele espera é a repetição do bom relacionamento com Jenson Button, seu colega de equipe nos últimos quatro anos.
"Preciso de um companheiro rápido, para ter uma competição sadia, para cada um tentar fazer melhor que o outro, chegar na frente, porque isso é o que te joga para cima. Não me interessa o que ele vai fazer, mas sim o que eu vou fazer (na Williams). Experiência ele vai pegar com o tempo. A rivalidade precisa ser saudável como a que eu tive com Jeson Button", disse Barrichello na abertura da Febragolfe (Feira Brasileira de Golfe), organizada por ele, em São Paulo.
Barrichello acredita que deve ter uma certa vantagem sobre o alemão em seu primeiro ano de Fòrmula 1 e garante que estará de braços abertos para construir aquilo que ele chama de rivalidade sadia.
"Se um dia eu estive de braços abertos para competir com um alemão campeão da Fórmula 1 (Schumacher, na época bicampeão da categoria em 2000), não vou temer por um garoto que está chegando agora e que deve ter muito talento", disse.
Fernando Souza
Rubens Barrichelo espera ter com o alemão Nicolas Hülkenberg, campeão da GP2 em 2009 e futuro companheiro de Williams no ano que vem um ótimo relacionamento. Na verdade, o que ele espera é a repetição do bom relacionamento com Jenson Button, seu colega de equipe nos últimos quatro anos.
"Preciso de um companheiro rápido, para ter uma competição sadia, para cada um tentar fazer melhor que o outro, chegar na frente, porque isso é o que te joga para cima. Não me interessa o que ele vai fazer, mas sim o que eu vou fazer (na Williams). Experiência ele vai pegar com o tempo. A rivalidade precisa ser saudável como a que eu tive com Jeson Button", disse Barrichello na abertura da Febragolfe (Feira Brasileira de Golfe), organizada por ele, em São Paulo.
Barrichello acredita que deve ter uma certa vantagem sobre o alemão em seu primeiro ano de Fòrmula 1 e garante que estará de braços abertos para construir aquilo que ele chama de rivalidade sadia.
"Se um dia eu estive de braços abertos para competir com um alemão campeão da Fórmula 1 (Schumacher, na época bicampeão da categoria em 2000), não vou temer por um garoto que está chegando agora e que deve ter muito talento", disse.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Lei da Harmonia Universal
Om...
Que a Lei da Harmonia Universal nos proteja.
Que ela nos apóie.
Que possamos compartilhar nosso aperfeiçoamento.
Que nossos estudos frutifiquem.
Que nunca tenhamos má vontade uns contra os outros.
Om, paz, paz, paz.
- Portal e Editora Órion -
Que a Lei da Harmonia Universal nos proteja.
Que ela nos apóie.
Que possamos compartilhar nosso aperfeiçoamento.
Que nossos estudos frutifiquem.
Que nunca tenhamos má vontade uns contra os outros.
Om, paz, paz, paz.
- Portal e Editora Órion -
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A grande Misericórdia de Deus
Deus é Pai. Nessas três palavras está contida toda a grandeza da divina misericórdia. E, para ser mais preciso, devo acrescentar: Deus não é apenas um pai, mas um pai e uma mãe ao mesmo tempo.
Ninguém é pai ou mãe como Deus
O amor paterno é aquele que se aplica sobre quem não existe ainda, desejando ardentemente dar-lhe a vida. É o amor que envolve a criança com sua força, depois de tê-la gerado; o amor que vela a todos os instantes do dia e da noite, previne todos os perigos, apóia todos os pequenos passos desse ser frágil que tenta andar, dirige-o, suporta-o, faz-se pequeno com esse pequeno, à espera da hora de fazer-se heróico e de imolar-se, se for preciso; o amor que às vezes pune, muitas vezes mais perdoa, e não pune senão para fazer merecer o perdão; o amor que ama até o fim e que, menosprezado, insultado, amaldiçoado, acompanha, apesar de tudo, até o extremo e com um olhar de terno apego, o filho mau e culpado; o amor, enfim – último traço que remata a pintura – que esquece sua honra de pai ultrajado, seus direitos profanados pela mais negra ingratidão, pela mais indigna conduta, para correr, ele, o ofendido, rumo ao ofensor, se vê de longe o filho pródigo, voltado para ele arrependido.
Eis o amor paterno, tal qual a natureza dá aos verdadeiros corações de pai nesta Terra.
Mas Deus tem sua maneira de ser pai e mãe ao mesmo tempo, que excede infinitamente tudo isso.Nemo TAM pater, TAM mater nemo: ninguém é pai, ninguém é mãe como Ele. E Ele mesmo nos diz, por meio da mais brilhante voz dos profetas do Antigo Testamento, Isaías: “Pode uma mãe esquecer-se do seu filho e não ter piedade do fruto de suas entranhas? Pois bem, mesmo que isso acontecesse, Eu não te esquecerei” (Is 49,15).
Amor sob a lei do temor e sob a lei do amor
Nada é mais instrutivo, sob este ponto de vista, que a história do profeta Jonas. Incumbido por Deus de fazer aos ninivitas o anúncio dos castigos divinos, o profeta primeiro se esquiva de sua missão e procura fugir para o ocidente dos mares, quando deveria partir para o oriente. Conduzido à força a Nívive, pela vontade do Alto, ele começa a percorrer as ruas da grande cidade, gritando com força e convicção: “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída” (Jn 3,4). Mas o Senhor pretendia destruir essa cidade somente se ela perseverasse em sua malícia.
Ora, os ninivitas fizeram penitência sob o cilício e a cinza. Deus então os perdoou, e isso causou ao profeta grande cólera: “Eu bem o sabia” – exclama ele – “e por isso eu queria fugir para Társis. Eu sabia bem que Vós me faríeis ameaçar em vão e que pouparíeis esse povo. Porqu Vós sois um Deus clemente, misericordioso, paciente, de uma compaixão extrema. Agora, Senhor, tirai-me a vida, porque é-me penoso viver depois do que acabo de ver” (Jn 4, 1-3).
“Pensas tu que é justa tua cólera?” (Jn4,4) – responde-lhe simplesmente o Eterno. E Ele conduz Jonas para fora da cidade, do lado do nascente., Jonas ali se instala sob um espesso feixe de hera, miraculosamente preparada por Deus para resguardá-lo dos raios abrasadores do Sol. Mas, durante a noite o Senhor faz secar a planta protetora, de maneira que o Sol, tornando a subir ao céu de manhã, dardeja seus raios sobre a cabeça do profeta. Grande aflição deste, que de novo deseja a morte. “Ah, bem!” – diz-lhe o Senhor – “tu te afliges e te irritas pela perda de uma planta que não plantaste, nem cultivaste, e Eu faria perder toda esta multidão de homens de Nínive dos quais sou o Criador e o pai?” (Jn 4,10).
Eis como, sob a Lei do temor, Deus entendia seu papel de pai. Mas, sob a nova Lei, seu amor de Pai, sua misericórdia, vão revestir-se de uma forma capaz de lançar nossos espíritos e nossos corações em maravilhamentos sem fim. Ele irá – mistério adorável e três vezes incompreensível – ao ponto de abafar, se podemos dizer assim, o amor sem nome que une-O no Céu a seu Verbo, a seu Filho, e entregá-lo a nós como vítima, para que, em seu sangue, se opere nossa Redenção.
Na Nova Aliança, Deus nos enche de benefícios e graças
A encarnação, a Redenção, esses prodígios de amor do qual – diz-nos o Apóstolo – ninguém nesta terra jamais saberá toda a altura, toda a largura, toda a profundidade, eis a verdadeira medida da misericórdia de Deus por nós! Será demais, então, repetir com o Salmista que grande é a misericórdia divina, grande a multidão de sua compaixões?
1 – Grande, ela o é no espaço. Ela se estende a todos, não exclui ninguém. “Senhor” – diz o Salmista – “Senhor, vossa vontade chega até os céus” (Sl 35,6); “acima dos céus se eleva a vossa misericórdia” (Sl 107,5). Ora, da mesma forma que a abóbada celeste nos envolve a todos, e de todas as partes, assim é a divina misericórdia.
2 – Grande, ela o é no tempo. Salvo razões muito especiais, ela deixa os homens, aos pecadores, o tempo de reconhecer sua culpa, de se converter, de se resgatar: “Eu não me comprazo com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida” (Ez 33,11)
3 – Enfim, falando como o rei-profeta, grande é a misericórdia divina na multidão de suas operações, de suas comiserações. Que chuva, que dilúvio de graças naturais e sobrenaturais ela derrama cada dia sobre o menor de nós! “A filosofia observa que, em nossa existência, o primeiro momento não acarreta necessariamente o segundo, e que a mão de Deus, por uma criação contínua, precisa nos manter incessantemente sobre este abismo do nada, do qual saímos e para o qual tendemos a retornar” (Mgr. Le Camus, Théologie populaire de N.S.J.C., 2ª Conf´r., Dieu)
Cada novo instante acrescento à nossa vida, cada batida de nosso coração é, portanto, um benefício da misericordiosa Providência do Criador. Apesar do repouso no qual Ele entrou no sétimo dia, depois da Criação, sua misericórdia está sem cessar em atividade em torno de nós. Quem contará essas maravilhosa atenções e operações da misericórdia em relação a nós?
Ora, esses benefícios naturais, por mais abundantes que sejam, são talvez infinitamente menos numerosos que os socorros sobrenaturais prodigalizados à nossa alma: Graças atuais de luz, de força, de resignação, de compunção, que sei eu? Quem dirá o que foi preciso de graças para povoar o Céu de todos os santos que lá reinam com Deus, dos quais um grande número é de indignos pecadores? Para um só pecador – seja ele Santo Agostinho, ou seja qualquer um de nós – quem dirá o oceano de Graças com o qual Deus o inunda para reconduzi-lo a Si?
Oh! À vista desta grande, desta grandíssima misericórdia do Senhor, não hesiteis mais, almas pecadoras, ide até Ele com confiança. Quaisquer que sejam vossos pecados, mesmo vossos crimes, por mais arraigados que sejam vossos hábitos culposos, por mais arraigados que sejam vossos hábitos culposos, por mais desesperadoras que sejam vossas misérias, vinde, atirai tudo isso, e atirai-vos vós mesmos, nas mãos da divina misericórdia.
(traduzido, com adaptações, de L’Ami Du Clergé, 23/01/1902, p. 68-69, e publicado pela revista Arautos do Evangelho, nº 95, novembro/2009).
Ninguém é pai ou mãe como Deus
O amor paterno é aquele que se aplica sobre quem não existe ainda, desejando ardentemente dar-lhe a vida. É o amor que envolve a criança com sua força, depois de tê-la gerado; o amor que vela a todos os instantes do dia e da noite, previne todos os perigos, apóia todos os pequenos passos desse ser frágil que tenta andar, dirige-o, suporta-o, faz-se pequeno com esse pequeno, à espera da hora de fazer-se heróico e de imolar-se, se for preciso; o amor que às vezes pune, muitas vezes mais perdoa, e não pune senão para fazer merecer o perdão; o amor que ama até o fim e que, menosprezado, insultado, amaldiçoado, acompanha, apesar de tudo, até o extremo e com um olhar de terno apego, o filho mau e culpado; o amor, enfim – último traço que remata a pintura – que esquece sua honra de pai ultrajado, seus direitos profanados pela mais negra ingratidão, pela mais indigna conduta, para correr, ele, o ofendido, rumo ao ofensor, se vê de longe o filho pródigo, voltado para ele arrependido.
Eis o amor paterno, tal qual a natureza dá aos verdadeiros corações de pai nesta Terra.
Mas Deus tem sua maneira de ser pai e mãe ao mesmo tempo, que excede infinitamente tudo isso.Nemo TAM pater, TAM mater nemo: ninguém é pai, ninguém é mãe como Ele. E Ele mesmo nos diz, por meio da mais brilhante voz dos profetas do Antigo Testamento, Isaías: “Pode uma mãe esquecer-se do seu filho e não ter piedade do fruto de suas entranhas? Pois bem, mesmo que isso acontecesse, Eu não te esquecerei” (Is 49,15).
Amor sob a lei do temor e sob a lei do amor
Nada é mais instrutivo, sob este ponto de vista, que a história do profeta Jonas. Incumbido por Deus de fazer aos ninivitas o anúncio dos castigos divinos, o profeta primeiro se esquiva de sua missão e procura fugir para o ocidente dos mares, quando deveria partir para o oriente. Conduzido à força a Nívive, pela vontade do Alto, ele começa a percorrer as ruas da grande cidade, gritando com força e convicção: “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída” (Jn 3,4). Mas o Senhor pretendia destruir essa cidade somente se ela perseverasse em sua malícia.
Ora, os ninivitas fizeram penitência sob o cilício e a cinza. Deus então os perdoou, e isso causou ao profeta grande cólera: “Eu bem o sabia” – exclama ele – “e por isso eu queria fugir para Társis. Eu sabia bem que Vós me faríeis ameaçar em vão e que pouparíeis esse povo. Porqu Vós sois um Deus clemente, misericordioso, paciente, de uma compaixão extrema. Agora, Senhor, tirai-me a vida, porque é-me penoso viver depois do que acabo de ver” (Jn 4, 1-3).
“Pensas tu que é justa tua cólera?” (Jn4,4) – responde-lhe simplesmente o Eterno. E Ele conduz Jonas para fora da cidade, do lado do nascente., Jonas ali se instala sob um espesso feixe de hera, miraculosamente preparada por Deus para resguardá-lo dos raios abrasadores do Sol. Mas, durante a noite o Senhor faz secar a planta protetora, de maneira que o Sol, tornando a subir ao céu de manhã, dardeja seus raios sobre a cabeça do profeta. Grande aflição deste, que de novo deseja a morte. “Ah, bem!” – diz-lhe o Senhor – “tu te afliges e te irritas pela perda de uma planta que não plantaste, nem cultivaste, e Eu faria perder toda esta multidão de homens de Nínive dos quais sou o Criador e o pai?” (Jn 4,10).
Eis como, sob a Lei do temor, Deus entendia seu papel de pai. Mas, sob a nova Lei, seu amor de Pai, sua misericórdia, vão revestir-se de uma forma capaz de lançar nossos espíritos e nossos corações em maravilhamentos sem fim. Ele irá – mistério adorável e três vezes incompreensível – ao ponto de abafar, se podemos dizer assim, o amor sem nome que une-O no Céu a seu Verbo, a seu Filho, e entregá-lo a nós como vítima, para que, em seu sangue, se opere nossa Redenção.
Na Nova Aliança, Deus nos enche de benefícios e graças
A encarnação, a Redenção, esses prodígios de amor do qual – diz-nos o Apóstolo – ninguém nesta terra jamais saberá toda a altura, toda a largura, toda a profundidade, eis a verdadeira medida da misericórdia de Deus por nós! Será demais, então, repetir com o Salmista que grande é a misericórdia divina, grande a multidão de sua compaixões?
1 – Grande, ela o é no espaço. Ela se estende a todos, não exclui ninguém. “Senhor” – diz o Salmista – “Senhor, vossa vontade chega até os céus” (Sl 35,6); “acima dos céus se eleva a vossa misericórdia” (Sl 107,5). Ora, da mesma forma que a abóbada celeste nos envolve a todos, e de todas as partes, assim é a divina misericórdia.
2 – Grande, ela o é no tempo. Salvo razões muito especiais, ela deixa os homens, aos pecadores, o tempo de reconhecer sua culpa, de se converter, de se resgatar: “Eu não me comprazo com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida” (Ez 33,11)
3 – Enfim, falando como o rei-profeta, grande é a misericórdia divina na multidão de suas operações, de suas comiserações. Que chuva, que dilúvio de graças naturais e sobrenaturais ela derrama cada dia sobre o menor de nós! “A filosofia observa que, em nossa existência, o primeiro momento não acarreta necessariamente o segundo, e que a mão de Deus, por uma criação contínua, precisa nos manter incessantemente sobre este abismo do nada, do qual saímos e para o qual tendemos a retornar” (Mgr. Le Camus, Théologie populaire de N.S.J.C., 2ª Conf´r., Dieu)
Cada novo instante acrescento à nossa vida, cada batida de nosso coração é, portanto, um benefício da misericordiosa Providência do Criador. Apesar do repouso no qual Ele entrou no sétimo dia, depois da Criação, sua misericórdia está sem cessar em atividade em torno de nós. Quem contará essas maravilhosa atenções e operações da misericórdia em relação a nós?
Ora, esses benefícios naturais, por mais abundantes que sejam, são talvez infinitamente menos numerosos que os socorros sobrenaturais prodigalizados à nossa alma: Graças atuais de luz, de força, de resignação, de compunção, que sei eu? Quem dirá o que foi preciso de graças para povoar o Céu de todos os santos que lá reinam com Deus, dos quais um grande número é de indignos pecadores? Para um só pecador – seja ele Santo Agostinho, ou seja qualquer um de nós – quem dirá o oceano de Graças com o qual Deus o inunda para reconduzi-lo a Si?
Oh! À vista desta grande, desta grandíssima misericórdia do Senhor, não hesiteis mais, almas pecadoras, ide até Ele com confiança. Quaisquer que sejam vossos pecados, mesmo vossos crimes, por mais arraigados que sejam vossos hábitos culposos, por mais arraigados que sejam vossos hábitos culposos, por mais desesperadoras que sejam vossas misérias, vinde, atirai tudo isso, e atirai-vos vós mesmos, nas mãos da divina misericórdia.
(traduzido, com adaptações, de L’Ami Du Clergé, 23/01/1902, p. 68-69, e publicado pela revista Arautos do Evangelho, nº 95, novembro/2009).
sábado, 7 de novembro de 2009
O Último Livro de José Saramago
“ Caim matou Abel” uma citação bíblica entre tantas outras situações violentas que a Bíblia vai descrevendo em suas passagens.
A estas se contrapõem outras de extrema generosidade humana ao mesmo tempo que nos mostra um Deus, um Pai amoroso, protetor, de bondade sem limites.
A Bíblia é um livro que nos remete à essência humana: somos bons e somos maus. Somos cruéis, sanguinários e somos capazes de nos atirar ao mar, mesmo não sabendo nadar para salvar alguém que nem sequer conhecemos.
“ Caim matou Abel” um registro de um inconsciente coletivo capaz de ferir, matar num determinado momento histórico.
O que deveria ser questionado não seria tanto o livro Caim do escritor português José Saramago, Nobel de Literatura em 1998, nem a reação da igreja nem do mundo judaico nem de qualquer outra instituição ou mesmo pessoa física.
Devíamos questionar sim o fato de no mundo atual se continuar esta prática: tantos mil anos depois não faltam irmãos a matar e a roubar irmãos, pais a matar e estuprar filhas, filhos a matar pais, pedófilos a matar a inocência, traficantes a matar a alegria de viver uma juventude sadia.
Não sei se o escritor José Saramago aborda em seu livro as matanças do nosso tempo. Não o li ainda.
O escritor é antes de um Teólogo, um Sociólogo, um arauto a mostrar as mazelas, os crimes sociais de toda a sorte para que se faça alguma coisa.
Assim são todos e José Saramago não foge à regra, o Nobel de l998 é prova disso.
Assim foi no Brasil Graciliano Ramos quando escreveu “Vidas Secas “, o retrato mais contundente da seca do Nordeste brasileiro. Primeiro seca o corpo, a alma definha junto, a mente atrofia até não sabermos quem está mais lúcido, se é a cadela baleia, que ainda conserva alguns laivos de lucidez ou se é Fabiano, personagem principal do romance, tão seca está a razão.
Assim foi com Castro Alves em “Navio Negreiro”. O Inferno de Dante Alleguieri era ali naquele navio. Também como em Vidas Secas o homem perde a razão, ficou só o instinto de sobrevivência e até este se foi também. E tantos outros textos literários poderia citar aqui, todos eles tentam passar mensagens para alertar a sociedade.
As coisas podem sempre ficar melhor, mesmo quando já as consideramos boas.
O que choca não é Caim ter matado Abel há quantos mil anos atrás, mas continuarmos sendo “o homem o lobo do homem”. Continuarmos ainda a lutar pela sobrevivência.
Há ricos, claro que há ricos, mas até estes só serão realmente ricos quando o próximo não precisar escalar os altos muros e cortar as cercas elétricas que os protegem para roubar ou matar.
Só serão realmente ricos quando o medo desaparecer da face da Terra.
Lita Moniz (texto publicado no site:www.usinadeletras.com.br)
A estas se contrapõem outras de extrema generosidade humana ao mesmo tempo que nos mostra um Deus, um Pai amoroso, protetor, de bondade sem limites.
A Bíblia é um livro que nos remete à essência humana: somos bons e somos maus. Somos cruéis, sanguinários e somos capazes de nos atirar ao mar, mesmo não sabendo nadar para salvar alguém que nem sequer conhecemos.
“ Caim matou Abel” um registro de um inconsciente coletivo capaz de ferir, matar num determinado momento histórico.
O que deveria ser questionado não seria tanto o livro Caim do escritor português José Saramago, Nobel de Literatura em 1998, nem a reação da igreja nem do mundo judaico nem de qualquer outra instituição ou mesmo pessoa física.
Devíamos questionar sim o fato de no mundo atual se continuar esta prática: tantos mil anos depois não faltam irmãos a matar e a roubar irmãos, pais a matar e estuprar filhas, filhos a matar pais, pedófilos a matar a inocência, traficantes a matar a alegria de viver uma juventude sadia.
Não sei se o escritor José Saramago aborda em seu livro as matanças do nosso tempo. Não o li ainda.
O escritor é antes de um Teólogo, um Sociólogo, um arauto a mostrar as mazelas, os crimes sociais de toda a sorte para que se faça alguma coisa.
Assim são todos e José Saramago não foge à regra, o Nobel de l998 é prova disso.
Assim foi no Brasil Graciliano Ramos quando escreveu “Vidas Secas “, o retrato mais contundente da seca do Nordeste brasileiro. Primeiro seca o corpo, a alma definha junto, a mente atrofia até não sabermos quem está mais lúcido, se é a cadela baleia, que ainda conserva alguns laivos de lucidez ou se é Fabiano, personagem principal do romance, tão seca está a razão.
Assim foi com Castro Alves em “Navio Negreiro”. O Inferno de Dante Alleguieri era ali naquele navio. Também como em Vidas Secas o homem perde a razão, ficou só o instinto de sobrevivência e até este se foi também. E tantos outros textos literários poderia citar aqui, todos eles tentam passar mensagens para alertar a sociedade.
As coisas podem sempre ficar melhor, mesmo quando já as consideramos boas.
O que choca não é Caim ter matado Abel há quantos mil anos atrás, mas continuarmos sendo “o homem o lobo do homem”. Continuarmos ainda a lutar pela sobrevivência.
Há ricos, claro que há ricos, mas até estes só serão realmente ricos quando o próximo não precisar escalar os altos muros e cortar as cercas elétricas que os protegem para roubar ou matar.
Só serão realmente ricos quando o medo desaparecer da face da Terra.
Lita Moniz (texto publicado no site:www.usinadeletras.com.br)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Vende-se tudo
No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem. – Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida. Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.
No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.. Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material.
Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida…
Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde…
Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.
Só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir
É melhor refletir e
começar a trabalhar o
DESAPEGO JÁ !
Martha Medeiros (postado no site: http://wagbarart.wordpress.com )
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem. – Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida. Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.
No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.. Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material.
Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida…
Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde…
Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.
Só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir
É melhor refletir e
começar a trabalhar o
DESAPEGO JÁ !
Martha Medeiros (postado no site: http://wagbarart.wordpress.com )
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Pedidos Verdadeiros
Eram aproximadamente 22:00 horas quando um jovem começou a se dirigir para casa.
Sentado no seu carro, ele começou a pedir:
- `Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedecê-lo`
Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho:
- `Pare e compre um galão de leite’ .
Ele balançou a cabeça e falou alto:
- `Deus? É o Senhor?`.
Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa.
Porém, novamente, surgiu o pensamento:
- `Compre um galão de leite`.
- `Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite`.
Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil...
Ele poderia também usar o leite.
O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.
Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido:
- `Vire naquela rua`.
- Isso é loucura...
Pensou e passou direto pelo retorno.
Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua...
No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.
Meio brincalhão ele falou alto
- `Muito bem, Deus. Eu farei`.
Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar.
Ele brecou e olhou em volta.
Era uma área mista de comércio e residência.
Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança.
Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro
lado que estava acesa.
Novamente, ele sentiu algo:
- `Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua`.
O jovem olhou a casa.
Ele começou a abrir a porta mas voltou a sentar-se.
-‘Senhor, isso é loucura.
Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?`.
Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.
Finalmente,ele abriu a porta...
- ‘ Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem.
Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui`.
Ele atravessou a rua e tocou a campainha.
Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança.
A voz de um homem soou alto:
- `Quem está aí? O que você quer?`
A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir.
Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.
Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
- `O que é?`.
O jovem entregou-lhe o galão de leite.
- `Comprei isto para vocês`.
O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.
Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha.
O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava.
Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando:
- `Nós oramos...
Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado.
Não tínhamos mais leite para o nosso bebê.
Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite’.
Sua esposa gritou lá da cozinha:
- `Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco de leite... Você é um anjo?`
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o na mão do homem...
Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face...
Ele teve certeza que Deus ainda responde aos verdadeiros pedidos...
MESTRE GUIDO VAN LYRA (publicado no site:www.usinadeletras.com.br)
Citação favorita de Mestre Guido: "Não é necessário ascender aos céus para florescer. Basta permanecer onde está!"
Sentado no seu carro, ele começou a pedir:
- `Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedecê-lo`
Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho:
- `Pare e compre um galão de leite’ .
Ele balançou a cabeça e falou alto:
- `Deus? É o Senhor?`.
Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa.
Porém, novamente, surgiu o pensamento:
- `Compre um galão de leite`.
- `Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite`.
Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil...
Ele poderia também usar o leite.
O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.
Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido:
- `Vire naquela rua`.
- Isso é loucura...
Pensou e passou direto pelo retorno.
Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua...
No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.
Meio brincalhão ele falou alto
- `Muito bem, Deus. Eu farei`.
Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar.
Ele brecou e olhou em volta.
Era uma área mista de comércio e residência.
Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança.
Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro
lado que estava acesa.
Novamente, ele sentiu algo:
- `Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua`.
O jovem olhou a casa.
Ele começou a abrir a porta mas voltou a sentar-se.
-‘Senhor, isso é loucura.
Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?`.
Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.
Finalmente,ele abriu a porta...
- ‘ Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem.
Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui`.
Ele atravessou a rua e tocou a campainha.
Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança.
A voz de um homem soou alto:
- `Quem está aí? O que você quer?`
A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir.
Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.
Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
- `O que é?`.
O jovem entregou-lhe o galão de leite.
- `Comprei isto para vocês`.
O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.
Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha.
O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava.
Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando:
- `Nós oramos...
Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado.
Não tínhamos mais leite para o nosso bebê.
Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite’.
Sua esposa gritou lá da cozinha:
- `Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco de leite... Você é um anjo?`
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o na mão do homem...
Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face...
Ele teve certeza que Deus ainda responde aos verdadeiros pedidos...
MESTRE GUIDO VAN LYRA (publicado no site:www.usinadeletras.com.br)
Citação favorita de Mestre Guido: "Não é necessário ascender aos céus para florescer. Basta permanecer onde está!"
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Meditação, Sincronicidade, Helena e Francisco
Nas palavras de Sri Chinmoy: “O maior objetivo da meditação é estabelecer nossa união consciente com Deus. Yoga é união. É a união da alma individual com o Eu Supremo. Yoga não é uma religião. Yoga transcende todas as religiões. É algo infinitamente mais profundo do que religião. Yoga é aquilo que nos faz sentir que Deus está dentro de nós, que Deus é nosso e que Deus é por nós. Yoga é a comunhão direta com Deus. É a linguagem de nossa vida espiritual. Se quisermos falar com Deus, comungar com Deus, a linguagem necessária para isso chama-se Yoga. O aspirante verdadeiro que embarca na espiritualidade não sentirá dificuldades em permanecer na sua própria religião. Eu tenho discípulos católicos, judeus, protestantes e outros.”
Exatamente no dia 23 de dezembro de 2003, uma prima muito querida foi submetida a uma endoscopia digestiva e, horas depois, o resultado da biópsia confirmou um câncer de estômago. Na madrugada de 23 para 24 de dezembro, o meu sogro, com quem eu mantinha um excelente relacionamento, pois eu o considerava o meu segundo pai, sofreu um derrame hemorrágico e foi internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Santa Inês, em Indaiatuba. Nessa época, por coincidência, eu fizera um curso de Raja Yoga e aprendera a técnica de meditação que essa filosofia oriental ensina. Por isso, eu passara a meditar diariamente, com uma concentração muito melhor que antes. E, para complementar a técnica de meditação, estava escrevendo um diário para marcar as experiências que aconteciam na minha vida. Pois bem, durante aquela conturbada semana em que o meu sogro agonizava e a minha prima fazia exames para se submeter a uma ampla cirurgia, eu, usando a técnica que aprendera na Raja Yoga, me imaginava levando-os a um outro nível de percepção, tentando tranqüilizá-los, apesar de o meu sogro permanecer em coma profundo. E no meu diário eu ia marcando essas experiências. Exatamente sete dias depois, no dia 30/12/2003, a minha prima foi operada e se constatou que o câncer já estava em adiantado estado de evolução. Às 18:30 horas do mesmo dia, o meu sogro veio a falecer.
Em 02/01/2004, três dias após o falecimento do meu sogro Francisco e da cirurgia da minha prima Helena, eu estava na sala da minha casa lendo um livro e a minha mulher, no sofá em frente, recebia um telefonema de um parente que não pudera comparecer ao enterro porque viajara no final do ano.
Eu abrira o livro numa página ao acaso, e lera o primeiro parágrafo sobre auto-respeito, que relatarei em seguida textualmente:
“Temos uma individualidade eterna. Se eu tenho de ser eu para sempre, é melhor começar a resolver meu relacionamento comigo desde já. Essa verdade é um grande incentivo para iniciar a minha recuperação interna, pois quando eu deixar este corpo continuarei sendo o mesmo indivíduo. Só levarei comigo os registros desta vida na forma de sanskaras.”
Exatamente nesse instante, a minha filha mais nova se sentou ao meu lado e me fez a seguinte pergunta: ‘Pai, o que aconteceu com a tia Helena?’ – nome da minha prima que se submetera àquela cirurgia acima citada –.
Imediatamente, eu parei de ler e expliquei o que fora diagnosticado e o prognóstico não muito bom que os médicos tinham comunicado à família.
Em seguida, voltei a ler o livro a partir do ponto em que parara, pois eu tinha mantido o dedo na página que anteriormente estava lendo. E a seqüência dizia exatamente o seguinte:
“O conjunto de características de personalidade que agora se denomina Helena, Francisco ou qualquer outro nome, perdura. Possuo tal nome agora, mas na verdade é temporário como o corpo. Quando o corpo morre, o nome também permanece no túmulo. Mas o conjunto de características sutis que eu sou continua.”
Pasmo com o que acabara de ler passei o livro para a minha filha que, espantada, como eu, não acreditava no que lia.
Alguns céticos logo dirão que o fato daqueles dois nomes, Helena e Francisco, muito pouco comuns, surgirem naquele momento e naquelas circunstâncias, foi uma incrível ‘coincidência’, no entanto, daquele dia em diante eu não tive mais nenhuma dúvida sobre a existência de Deus e da Alma de cada um de nós, e de que ela é eterna.
Carlos Claudinei Talli
Exatamente no dia 23 de dezembro de 2003, uma prima muito querida foi submetida a uma endoscopia digestiva e, horas depois, o resultado da biópsia confirmou um câncer de estômago. Na madrugada de 23 para 24 de dezembro, o meu sogro, com quem eu mantinha um excelente relacionamento, pois eu o considerava o meu segundo pai, sofreu um derrame hemorrágico e foi internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Santa Inês, em Indaiatuba. Nessa época, por coincidência, eu fizera um curso de Raja Yoga e aprendera a técnica de meditação que essa filosofia oriental ensina. Por isso, eu passara a meditar diariamente, com uma concentração muito melhor que antes. E, para complementar a técnica de meditação, estava escrevendo um diário para marcar as experiências que aconteciam na minha vida. Pois bem, durante aquela conturbada semana em que o meu sogro agonizava e a minha prima fazia exames para se submeter a uma ampla cirurgia, eu, usando a técnica que aprendera na Raja Yoga, me imaginava levando-os a um outro nível de percepção, tentando tranqüilizá-los, apesar de o meu sogro permanecer em coma profundo. E no meu diário eu ia marcando essas experiências. Exatamente sete dias depois, no dia 30/12/2003, a minha prima foi operada e se constatou que o câncer já estava em adiantado estado de evolução. Às 18:30 horas do mesmo dia, o meu sogro veio a falecer.
Em 02/01/2004, três dias após o falecimento do meu sogro Francisco e da cirurgia da minha prima Helena, eu estava na sala da minha casa lendo um livro e a minha mulher, no sofá em frente, recebia um telefonema de um parente que não pudera comparecer ao enterro porque viajara no final do ano.
Eu abrira o livro numa página ao acaso, e lera o primeiro parágrafo sobre auto-respeito, que relatarei em seguida textualmente:
“Temos uma individualidade eterna. Se eu tenho de ser eu para sempre, é melhor começar a resolver meu relacionamento comigo desde já. Essa verdade é um grande incentivo para iniciar a minha recuperação interna, pois quando eu deixar este corpo continuarei sendo o mesmo indivíduo. Só levarei comigo os registros desta vida na forma de sanskaras.”
Exatamente nesse instante, a minha filha mais nova se sentou ao meu lado e me fez a seguinte pergunta: ‘Pai, o que aconteceu com a tia Helena?’ – nome da minha prima que se submetera àquela cirurgia acima citada –.
Imediatamente, eu parei de ler e expliquei o que fora diagnosticado e o prognóstico não muito bom que os médicos tinham comunicado à família.
Em seguida, voltei a ler o livro a partir do ponto em que parara, pois eu tinha mantido o dedo na página que anteriormente estava lendo. E a seqüência dizia exatamente o seguinte:
“O conjunto de características de personalidade que agora se denomina Helena, Francisco ou qualquer outro nome, perdura. Possuo tal nome agora, mas na verdade é temporário como o corpo. Quando o corpo morre, o nome também permanece no túmulo. Mas o conjunto de características sutis que eu sou continua.”
Pasmo com o que acabara de ler passei o livro para a minha filha que, espantada, como eu, não acreditava no que lia.
Alguns céticos logo dirão que o fato daqueles dois nomes, Helena e Francisco, muito pouco comuns, surgirem naquele momento e naquelas circunstâncias, foi uma incrível ‘coincidência’, no entanto, daquele dia em diante eu não tive mais nenhuma dúvida sobre a existência de Deus e da Alma de cada um de nós, e de que ela é eterna.
Carlos Claudinei Talli
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Como não sei Rezar
Como não sei rezar prefiro meditar.
Pensar o Céu , o mar e a Terra inteira
E na beleza da natureza Te encontrar.
Tu és as aves que se levantam e felizes
cantam hinos de louvor.
Tu és a imensidão dos oceanos, que há
milhões de anos cercam a Terra de carinho
e amor.
Tu és a Terra bendita, a morada mais bonita.
Um presente de Deus para os filhos seus.
Tu és os frutos da Terra, alimento ideal para
nutrir a essência da nossa existência.
Tu és o alimento espiritual mais especial,
que alguém pode ter.
Tu és o dom que cada um tem para escolher
o que mais lhe convém.
Tu és a Luz a iluminar o caminho do peregrino.
Lita Moniz (poesia publicada no site:www.usinadeletras.com.br)
Pensar o Céu , o mar e a Terra inteira
E na beleza da natureza Te encontrar.
Tu és as aves que se levantam e felizes
cantam hinos de louvor.
Tu és a imensidão dos oceanos, que há
milhões de anos cercam a Terra de carinho
e amor.
Tu és a Terra bendita, a morada mais bonita.
Um presente de Deus para os filhos seus.
Tu és os frutos da Terra, alimento ideal para
nutrir a essência da nossa existência.
Tu és o alimento espiritual mais especial,
que alguém pode ter.
Tu és o dom que cada um tem para escolher
o que mais lhe convém.
Tu és a Luz a iluminar o caminho do peregrino.
Lita Moniz (poesia publicada no site:www.usinadeletras.com.br)
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