segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Pessoa Integral
“Eu conheci meu segundo nascimento quando meu espírito e meu corpo caíram em amor e casaram-se um com o outro.” (Khalil Gilbran)
Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio e a Yoga Cristã me ensinam a respeitar o meu corpo. Aprendi a reconciliar-me com minha personalidade, apreciar e ter confiança em amar o meu corpo. Aprendi, com delicadeza, entender que o meu corpo não é um estrangeiro para mim, porém, uma parte integral e amada do meu ser. É vida da minha vida, em unidade com tudo o que eu sou, vivo, penso e faço.
Infelizmente, filosofia ocidental e, sobretudo, Cortésio, nos dividiu em espírito e corpo, faculdades e funções, em sentimentos, além de outras divisões que são úteis para definir, classificar e falar biologicamente sobre nós. Isto é um preço muito alto que fragmenta nosso entendimento e a nossa maneira de agir.
Divisões sempre causam problemas. Temos que restaurar a idéia de nossa personalidade e a integração de nosso ser, para que possamos viver como uma pessoa integral em nossa família e na sociedade. Maior a unidade, melhor a vida! Temos que restaurar a idéia de unidade da pessoa humana e daí a unidade da humanidade.
Infelizmente, desde o tempo dos Gnósticos e Maniqueístas, aprendemos que o corpo é mal e que somente o espírito é bom. Aprendemos desde crianças que nossos inimigos são o mundo material e nosso corpo. Esta é uma infiltração na verdade. Pensamos que temos que crucificar nosso corpo para sermos espirituais.
John Dewey escreveu: “Humanidade tem medo de reconhecer que a coisa mais maravilhosa de todas as estruturas de nosso vasto universo é o corpo humano”. Pensamos que o corpo destrói a vida espiritual. Admiramos o gênio Thomas Edison, porém, infelizmente, ele dizia que o seu corpo era somente um instrumento sem valor do seu próprio cérebro. Temos que descobrir a atitude essencial da nossa unidade e aceitar e amar tudo que somos, quer dizer, a nossa personalidade completa. A nossa totalidade é a nossa vida completa.
A realidade nos mostra que somos um ser completo e que quando um corpo é saudável a mente funciona bem. Doente, nem podemos estudar.
Um dia antes da minha última operação médica, eu li com muito amor a Bíblia. Um dia após a cirurgia, não tive interesse em qualquer livro. Só queria viver. A nossa vida integral, em corpo e espírito, é o que nos dá a verdadeira alegria.
Haroldo J Rahm, SJ – Fundador da APOT – Instituição Padre Haroldo
Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio e a Yoga Cristã me ensinam a respeitar o meu corpo. Aprendi a reconciliar-me com minha personalidade, apreciar e ter confiança em amar o meu corpo. Aprendi, com delicadeza, entender que o meu corpo não é um estrangeiro para mim, porém, uma parte integral e amada do meu ser. É vida da minha vida, em unidade com tudo o que eu sou, vivo, penso e faço.
Infelizmente, filosofia ocidental e, sobretudo, Cortésio, nos dividiu em espírito e corpo, faculdades e funções, em sentimentos, além de outras divisões que são úteis para definir, classificar e falar biologicamente sobre nós. Isto é um preço muito alto que fragmenta nosso entendimento e a nossa maneira de agir.
Divisões sempre causam problemas. Temos que restaurar a idéia de nossa personalidade e a integração de nosso ser, para que possamos viver como uma pessoa integral em nossa família e na sociedade. Maior a unidade, melhor a vida! Temos que restaurar a idéia de unidade da pessoa humana e daí a unidade da humanidade.
Infelizmente, desde o tempo dos Gnósticos e Maniqueístas, aprendemos que o corpo é mal e que somente o espírito é bom. Aprendemos desde crianças que nossos inimigos são o mundo material e nosso corpo. Esta é uma infiltração na verdade. Pensamos que temos que crucificar nosso corpo para sermos espirituais.
John Dewey escreveu: “Humanidade tem medo de reconhecer que a coisa mais maravilhosa de todas as estruturas de nosso vasto universo é o corpo humano”. Pensamos que o corpo destrói a vida espiritual. Admiramos o gênio Thomas Edison, porém, infelizmente, ele dizia que o seu corpo era somente um instrumento sem valor do seu próprio cérebro. Temos que descobrir a atitude essencial da nossa unidade e aceitar e amar tudo que somos, quer dizer, a nossa personalidade completa. A nossa totalidade é a nossa vida completa.
A realidade nos mostra que somos um ser completo e que quando um corpo é saudável a mente funciona bem. Doente, nem podemos estudar.
Um dia antes da minha última operação médica, eu li com muito amor a Bíblia. Um dia após a cirurgia, não tive interesse em qualquer livro. Só queria viver. A nossa vida integral, em corpo e espírito, é o que nos dá a verdadeira alegria.
Haroldo J Rahm, SJ – Fundador da APOT – Instituição Padre Haroldo
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Correr com Paciência
Correr com paciência é muito difícil. Correr sugere ausência de paciência, desejo de alcançar logo o alvo. Associamos paciência com estar deitado. Pensamos nela como o anjo que guarda o leito do inválido. Entretanto, não penso que a paciência do inválido seja mais difícil de obter.
Há uma paciência que é mais difícil: a paciência capaz de correr. Deitar-se no tempo da dor, estar quieto sob o golpe da hora difícil, exige grande força; mas eu sei de uma coisa que exige uma força ainda maior: é o poder de trabalhar de baixo de um golpe; ter grande peso sobre o coração, e ainda correr, ter profunda angústia no espírito, e ainda executar a tarefa diária. Isto é uma imitação de Cristo.
Muitos são capazes de nutrir uma dor sem chorar, se lhes fosse permitido nutrí-la. A coisa mais difícil é que a maioria de nós é chamada a exercitar a paciência em casa, no trabalho. Somos chamados a sepultar as nossas tristezas, não em plácida quietude, mas no serviço ativo de nosso dia a dia, no contribuir para a alegria do outro. Nunca é tão difícil enterrar as tristezas como no meio dessas situações: é correr com paciência.
Esta foi Tua paciência, ó Filho do homem. Era, a um só tempo, um esperar e um correr, um esperar pelo alvo, e um executar do trabalho de pouca paciência, enquanto isso. Eu Te vejo em Canaá, transformando a água em vinho para que a festa das bodas não ficasse triste. Eu Te vejo no deserto, alimentando a multidão, apenas para aliviar uma necessidade temporária. Todo, todo o tempo, Tu estavas levando uma grande dor, não partilhada, silenciosa.Os homens pedem um arco-íris nas nuvens, mas Eu pediria mais sabedoria de Ti. Eu desejo ser, na minha nuvem, Eu mesmo um arco-íris, ministrando alegria aos outros. A minha paciência será perfeita, quando for capaz de trabalhar na vinha deste mundo correndo com paciência.
Dá-me SENHOR sabedoria para ter paciência!
Há uma paciência que é mais difícil: a paciência capaz de correr. Deitar-se no tempo da dor, estar quieto sob o golpe da hora difícil, exige grande força; mas eu sei de uma coisa que exige uma força ainda maior: é o poder de trabalhar de baixo de um golpe; ter grande peso sobre o coração, e ainda correr, ter profunda angústia no espírito, e ainda executar a tarefa diária. Isto é uma imitação de Cristo.
Muitos são capazes de nutrir uma dor sem chorar, se lhes fosse permitido nutrí-la. A coisa mais difícil é que a maioria de nós é chamada a exercitar a paciência em casa, no trabalho. Somos chamados a sepultar as nossas tristezas, não em plácida quietude, mas no serviço ativo de nosso dia a dia, no contribuir para a alegria do outro. Nunca é tão difícil enterrar as tristezas como no meio dessas situações: é correr com paciência.
Esta foi Tua paciência, ó Filho do homem. Era, a um só tempo, um esperar e um correr, um esperar pelo alvo, e um executar do trabalho de pouca paciência, enquanto isso. Eu Te vejo em Canaá, transformando a água em vinho para que a festa das bodas não ficasse triste. Eu Te vejo no deserto, alimentando a multidão, apenas para aliviar uma necessidade temporária. Todo, todo o tempo, Tu estavas levando uma grande dor, não partilhada, silenciosa.Os homens pedem um arco-íris nas nuvens, mas Eu pediria mais sabedoria de Ti. Eu desejo ser, na minha nuvem, Eu mesmo um arco-íris, ministrando alegria aos outros. A minha paciência será perfeita, quando for capaz de trabalhar na vinha deste mundo correndo com paciência.
Dá-me SENHOR sabedoria para ter paciência!
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